Minha vida em vinil

terça-feira, agosto 14, 2012

Rei -Vários - 14/01/95 - CD



Comprei este na Baratos Afins e acho que a culpada foi a versão do Skank para "É probido fumar".
Como deve parecer óbvio, se trata de um disco com covers de músicas do Roberto Carlos feitas por artistas contemporâneos (para a época).
Nem é preciso dizer que como em todo disco do gênero, tem coisas que se salvam e coisas que não, mas no geral a coisa fica divertida.

Não me lembro de nada especial sobre o que rolava na minha vida quando o comprei.

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quarta-feira, junho 18, 2008

Reality Bites - Trilha sonora - 04/01/95 - CD



Eu vi esse filme só por causa da Winona Ryder.
Não tinha a menor idéia do que se tratava a história, mas quando vi o cartaz em algum cinema próximo de Piccadilly Circus, entrei sem pensar duas vezes.

O que eu queria era ver "de perto" aquela franja caída no rosto, aquele jeito meio desengoçado de se mover, aquela voz suave e aquele cabelo curto que me deixava louco. Isso era tudo o que eu queria.
Acabei encontrando um filme razoável e uma trilha bem interessante, que não se estraga nem com a intervenção do Ethan Hawke cantando "I´m nuthin".

Isso era em algum momento de 94, não me lembro exatamente quando.
Eu ainda estava em Londres e não tinha a menor idéia do que fazer com a minha vida.
Tinha deixado uma namorada (a primeira), um emprego, uma família e uma vida suburbana para aprender a sonhar enquanto gastava o dinheiro economizado para comprar um carro.
Me arrependi de pouca coisa dessa viagem, mas fazê-la certamente não foi uma dessas coisas.

Acabei comprando o CD com a trilha alguns meses depois de voltar para o Brasil.
Foi durante uma das tradicionais andanças de sábado de manhã pelas prateleiras do Mappin.
Comprei um CD cuja caixinha já tinha alguns arranhões (como era tradição na antiga loja dos Mansur), mas ou menos como a minha vida naquela época.
Logo depois, as coisas começaram a mudar e "All I want is you" começou a fazer efeito.



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quarta-feira, novembro 28, 2007

Live at the BBC - The Beatles - 25/12/94 - CD



Ganhei este no Natal de 94, mesmo sem ser um super-apreciador dos Fab Four.
Naquela época eu adorava ser do contra e costumava dizer que gostava mais dos Stones.
Talvez a Clarah Averbuck apoiasse a minha idéia, mas não era bem verdade.
Eu não gostava de nenhuma das duas.

Foi só muitos anos depois, quando muitas outras bandas haviam virado história é que eu aceitei as músicas do Beatles. Até então era "Twist and shout" nos casamentos e formaturas e só.

Ainda não chego perto do conhecimento e admiração que alguns amigos meus têm pelos rapazes, mas este disco ajudou a mudar um pouco as coisas.
Mudar devagarinho, mas mudar.

Sobre o disco: uma série de takes e conversas dos Beatles com o povo da BBC. É preciso um pouco de saco para ouvir as 34 faixas de cada CD, mas tem muita coisa boa. Coisas de várias fases e em diversos graus de qualidade.
Uma pérola para fãs.

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quarta-feira, julho 04, 2007

Backbeat - Backbeat Band - 10/12/94 - CD



Uma super-banda para o delírio de "qualquer" indie: Greg Dulli do Afghan Wigs, Dave Grohl do Nirvana e Foo Fighters, Mike Mills do REM, Dave Pirner do Soul Asylum e o deus-mor Thurston Moore do Sonic Youth.
É monstro para ninguém botar defeito!
Ninguém a não ser um não-indie do Brasil, que curte as partes separadas, mas acha meio requentado o todo.

Por mais que a proposta não fosse um álbum de inéditas, achei meio chato e sem novidade o fato deles terem regravado as músicas que o Beatles tocavam no início da carreira. "Long tall Sally", "Mr. Postman" e a minha favorita, "Money" até que são legaizinhas, mas não o suficiente para aumentar meu interesse por esta trilha sonora.

Mesmo assim eu a comprei na Baratos Afins e levei para casa.
Não me matei de arrependimento, mas não dei pulos de alegria.
Ouvi todas as músicas. E só.

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sexta-feira, maio 25, 2007

If I were a Carpenter - Vários - 19/11/94 - CD



Não me lembro como fui parar na Baratos Afins atrás deste disco.
Me lembro vagamente de gostar da música que o Redd Kross havia gravado para o projeto, mas não tenho mais lembranças.
Me conhecendo bem, deve ter tido algo a ver com mulheres e paixões, ou seja, tudo a ver com os Carperters, se bem que os meus objetos de desejo nunca tiveram problemas de peso como os da Karen.

Mesmo sem me lembrar a razão, hoje eu agradeço muito o fato de ter comprado esta homenagem de um monte de artistas a essa dupla de irmãos que desfilou um monte de sucessos até a morte de Karen, provavelmente de complicações provenientes da bulimia (ou seria anorexia?).
Apesar do disco ter uma divertida versão do Shonen Knife, minhas preferidas são a do Grant Lee Buffalo (We´ve only just begun) e a do 4 Non Blondes (Bless the beast and childre).
Aliás, por falar nessa sumida banda, acho que sou o único que gosta da voz da esquisitona Linda Perry. Tanto melhor.

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quarta-feira, maio 16, 2007

Every breath you take: the singles - The Police - 01/11/94 - CD



A melhor lembrança ligada a esta coletânea da banda do Sting é a de um antigo colega de trabalho cantando "So lonely". Ele adorava a música e o fato de ter uma voz ainda mais aguda do que a do cantor do Police, deixava a coisa ainda mais engraçada.
Ele cantava, se divertia e a gente ria como criança.

Também acho que essa é uma das melhores músicas da banda, ao lado de "Roxanne", "Every breath you take" e "Wrapped around your finger".
Aliás, a banda em si é muito legal. Ou era. Ou voltou a ser, sei lá.
O fato é que deu saudade quando o Sting começou a cantar ao lado do Raoni, o seu CD-player vivo.

Quando comprei este álbum nas Americanas, eu já havia voltado a trabalhar depois da temporada na Europa. Também havia voltado a namorar e, para ser bem sincero, não estava feliz em nenhuma das situações.
Dava a impressão que eu havia ido muito longe e, de repente, havia voltado ao ponto de partida. Aquilo tudo soava a involução e algo precisava ser feito.
E algo foi feito!



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quarta-feira, janeiro 31, 2007

Rock animals - Shonen Knife - 13/10/94 - CD



Comprar um disco no "embalo" de outra pessoa nunca foi algo que eu gostasse de fazer, mas neste caso não tive como resistir: o tal "embalado" foi o Thurston Moore, guitarrista e vocalista da mítica Sonic Youth. Segundo ele, a Shonen Knife era uma das bandas prediletas.
E como eu posso ser tudo menos surdo, fui logo atrás dessas japinhas com inglês ruim, visual retrô e som básico, mas muito divertido.

Na verdade, antes de comprar o álbum na HMV eu já tinha visto um clipe delas. Acho que era "Tomato head" e certamente isso influenciou na vontade de entender o que o Sr. Moore estava falando.

Hoje eu concordo parcialmente com o cara do Sonic Youth: as japinhas são mesmo o máximo, mas infelizmente não dá para inclui-las no rol das top five.
Mesmo assim, este álbum foi uma compra muito comemorada e curtida.
Para quem não conhece e quer se arriscar, esta seria a forma mais recomendada.
Tenho certeza que vão gostar.

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